Ruivinha da Malhada: Comigo não tem tempo ruim
O Digital como Espelho da Identidade Agreste
É bem verdade que o ambiente digital tem moldado profundamente a imagem que temos dos lugares. Através dele, estamos conseguindo superar preconceitos e demonstrar, na narração de nossas próprias histórias, rotinas e mungangas, as vidas que levamos — mergulhadas em sonhos bonitos de se dizer.
Santa Cruz do Capibaribe, cidade onde nasceu o projeto do Cartaz Agreste, é um território que vai além dos recortes de retalho que marcam a história da indústria, da economia e da cultura local. É um lugar que ajunta também humanidades vindas de recantos vizinhos, como a cidade de Bonito.
Quem é a Ruivinha da Malhada?
A Ruivinha da Malhada nasceu em Bonito (PE), morou em Arapiraca e fez morada definitiva no Bairro da Malhada, em Santa Cruz do Capibaribe, após o casamento e a chegada de suas quatro filhas. Ela esbarrou no Instagram quase por acaso, entre um afazer doméstico e outro. Com um olhar ligeiro, percebeu ali a chance de entreter, vender e transformar seu talento com a “lábia da alegria” em um trabalho onde se diverte e informa.
Ao traçar uma nova cena no digital deste cenário agrestino, Ruivinha da Malhada mostra sua rotina real: os “corres” com as filhas, os perrengues da maternidade e o esforço para manter o autocuidado, vaidosa que é. Ela se tornou a mais nova representante da influência digital na região, superando o anterior esquema de perfis voltados apenas para negócios e vendas de roupas das feiras de moda.
Entre o labor e a leveza: há sucesso na autenticidade
O conteúdo da Ruivinha vai muito além do trabalho. É sobre a conquista de bens pessoais para narrar sonhos realizados e estimular o desejo de crescer em quem a escuta. Entre momentos de “loucurinhas” e horas de louvor, ela cativa sua audiência. O marco dessa nova cena é justamente o interesse do público em superar os momentos de labor exaustivo em uma cidade que vive e respira trabalho o tempo todo no esquema empreendedor das escalas 7X7, com duplas e triplas jornadas de trabalho.
Assistir à Ruivinha da Malhada lavar e hidratar o cabelo com banho de cuia no quintal de casa é um exercício de reencontro com a simplicidade. É a pausa necessária para respirar e lembrar das coisas triviais que alimentam a alma. Junto de outros influenciadores como Coka (de São Domingos, Brejo da Madre de Deus) por exemplo, ela ilustra o sabor alegre da vida no interior, temperada com piadas de uma existência simples, mas cheia de brilho, mas o destaque acontece por ser ela uma mulher no meio de uma cena dominada por homens.
Desafios, sonhos e a realidade de ser Influenciadora
Em entrevista exclusiva, a Ruivinha da Malhada abre o coração sobre seus sonhos para o futuro e os anseios para as filhas. Ela revela como lida com as críticas por ter iniciado o trabalho de exposição na internet sendo mãe, esposa e dona de casa — um preconceito que muitos julgam superado, até que uma mulher decida ocupar seu espaço de fala e brilhar por conta própria.
ENTREVISTA COMPLETA AQUI
O desabrochar do Agreste no 08 de Março
Neste Dia Internacional da Mulher, a trajetória da Ruivinha da Malhada se confunde com a força de tantas outras que fazem do Agreste o seu chão e o seu palco. Ela é o retalho que não apenas se junta aos outros, mas que costura uma nova história com a linha da coragem. Ser mulher aqui é ter as mãos calejadas pelo trabalho, mas o espírito banhado pela leveza do quintal; é ser o sustento da casa e a voz que ecoa nas redes, provando que a beleza da vida reside na liberdade de ser quem se é. Que todas as mulheres, do Bairro da Malhada aos confins do mundo, sigam transformando o trivial em poesia e o sonho em morada.
EXPEDIENTE DESTE CONTEÚDO:
Rodolfo – Editor e Produtor Executivo
Daiane Maiara – Fotógrafa
Davis Jofre – Filmmaker e editor
Convidada – Ruivinha da Malhada
Agradecimento: Adec – Agência de Desenvolvimento Economico e Economia Criativa
em Santa Cruz do Capibaribe – PE. @adec.scc







